Um espaço para compartilhar minhas aventuras como mãe de menina e menino. Relatos e experiências de gestação e maternidade. Fique à vontade e, na dúvida, pergunta pra MaMãe!
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11 abril 2013
Tirando as fraldas do Menino - desfralde por acaso!
Olá a todos! Tudo bem com vocês?
Há tempos quero escrever esse post e só agora terei o prazer de compartilhar o relato de um desfralde completamente totalmente bem sucedido (na minha opinião).
Mas já aviso que é somente um relato de experiência... Não usamos nenhuma técnica moderna, nenhum livro miraculoso, nenhuma simpatia, nem reza, nem nada...
Aliás, acreditem se quiser (pois eu quase não acreditei.. foi quase por acaso!!
Bom, como já contei anteriormente, minha experiência com o desfralde da Menina não foi totalmente trágica, mas não foi a coisa mais agradável do mundo.
(Leia aqui como foi o desfralde da Menina)
Então, tomei a seguinte decisão para o Menino: não forçarei nada, sem prazos determinados, sem métodos de livrinho, sem dia nem hora pra começar.. (Na real, eu estava esperando que um dia ele chegasse pra mim e falasse: "mamãe, a partir de hoje eu quero usar cuecas e usar um penico.)
Depois de ter tomado essa decisão, fiquei muito tranquila e com nenhuma ansiedade relacionada ao processo de ensiná-lo a deixar as fraldas.
Olha como as coisas são... Um dia ao trocar a fralda dele, percebi que algumas estavam com defeito: faltava o fecho em uma das laterais. Como eram só umas poucas fraldas e o pacote já estava acabando, nem dei muita importância. Para aproveitar as fraldas, prendi a lateral defeituosa com fita crepe e deu tudo certo.
Ele foi brincar e fazer suas atividades de costume. Percebi que conforme ele se movimentava, a fita foi soltando e colou na perninha dele. Ele, todo incomodado, veio reclamar.
Como já estava precisando trocar a fralda, lá fui eu com a fita crepe de novo. Funcionou por um tempo e depois foi a mesma coisa.... fita grudada na perninha e ele reclamando: "Olha, mamãe, a fralda tá ruim!!"
(É aí que Deus escreve certo por linhas tortas e a gente tem que aprender a ler!)
Num instante de iluminação, falei pra ele: "Puxa, filho, está ruim mesmo... você gostaria de colocar um cuequinha que é macia e não vai doer a perninha?" - Ele respondeu que sim! (Eu já tinha umas cuequinhas prontas na gaveta e o penico dele também já estava guardado, esperando o momento).
Em seguida já emendei: "Só que a cuequinha fica molhada com o xixi... pra ficar sequinha, tem que fazer no penico, igual a irmãzinha".
Ele topou. E o que aconteceu depois??
Passou o dia de cueca, pedindo pra fazer xixi quando tinha vontade (o primeiro pingo saia na cueca, mas ele conseguia segurar e fazer o resto no penico. Levou uma semana para aprender a segurar antes).
Naquele dia, tinha uma festinha de aniversário à noite. Antes de sair de casa ele se molhou todo. Aí não tive dúvida, levei de fralda mesmo (mas foi a única vez, chegando em casa foi só cueca).
Como consegui que ele fizesse um xixi antes de dormir, coloquei na cama de cueca também, com a coragem e uma toalha embaixo! (Nas duas primeiras semanas, aconteceu de escapar à noite umas cinco vezes... e só!!! Só!! Ele aprendeu a segurar, acordar e chamar pra ir ao banheiro).
Foi bem assim que aconteceu, em janeiro de 2013, aos 2 anos e 4 meses.
O que aprendi com isso:
Apressar as coisas atrapalha.
Estar fisicamente preparado não quer dizer emocionalmente preparado.
A criança sentirá segurança se os pais também o sentirem.
Sonhos que realizei novamente:
Tirar as fraldas no verão! (Uhuuuu!!)
Mandar os dois filhos pra escola sem fraldas! Yes!!
Novamente digo que é apenas um relato, nada foi combinado, nenhum método foi seguido.
Acho que vale a pena dar tempo ao tempo... nada de apressar as coisas.
Nada de brigar ou punir a criança.. incentive os acertos. Mostre os erros, mas ofereça alternativas com segurança. Assim, sua criança saberá fazer boas escolhas.
E lembre-se, às vezes é preciso voltar atrás e não há nada de errado nisso! (aliás, pra mim não foi um problema e sim, uma solução).
Grande abraço a todos e sucesso !!!
31 maio 2012
Tirando as fraldas da menina
Como ensinar a menina a usar o penico? Qual a idade certa para tirar as fraldas? Primeiro de dia, depois à noite, tudo ao mesmo tempo?
São perguntas que ouço muito.
Confesso que, para mim, nada foi tão perturbador quanto tirar as fraldas. Amamentar muitas vezes por dia (e com muita dor no começo!), acordar de madrugada, tudo isso foi muito bem suportável. Enxugar xixi pela casa o dia todo, definitivamente não. Consumiu minha paciência (e uma coisa que Deus me deu é paciência).
Aqui começa meu relato de como aprendemos a ensinar nossa filha a usar o penico. Não é o melhor, nem o pior jeito de fazer isso. Mas foi assim que fizemos e talvez ajude alguém nesse processo.
Antes de iniciarmos a aventura, mostramos o penico e apenas dissemos que servia para fazer xixi e cocô. Deixei pela casa umas duas semanas (talvez um pouco mais) para que ela se acostumasse ao novo objeto. Deixei brincar, usar como cadeirinha, bem à vontade mesmo.
Depois deste primeiro contato, expliquei como usá-lo realmente. E toda aquela história de que era uma garota esperta e poderia usar calcinhas como a mamãe. Ela gostou da idéia, ficou toda feliz com a calcinha e eu coloquei meu plano em ação: dei bastante água, suquinho e fiquei de olho. Esperei uns 15-20 minutos e convidei-a para sentar-se no penico levando um brinquedinho de que ela gosta bastante. Lá ficamos por algum tempo e eu falei, com muita naturalidade, que ela poderia deixar o xixi sair se precisasse.
Muitos desenhinhos depois (levamos uma lousinha para esperar o xixi), ouvi aquele barulhinho tão esperado. E foi aquela festa!!!! Elogios aos montes! "Que gracinha! Fez direitinho! Que bom! Parabéns! Vamos contar e todos vão ficar felizes!" E enfatizei: "É assim que vamos fazer sempre que tiver vontade de xixi ou cocô."
Nesse dia e no dia seguinte, aconteceram alguns escapes. Normal. Troquei a roupa, limpei o chão e pedi que prestasse atenção para dar tempo na próxima vez. E foi inacreditável quando, apenas dois dias depois, ela pedia direitinho todas as vezes para usar o penico e não havia mais escape.
E assim foi feito... até que chegou o fim de semana. Sabadão e fomos para a casa da vovó. Decidi não levar o penico (apesar de ter lido em todos os lugares que é recomendável usar o mesmo penico, assentinho, ou o que estiver sendo usado no começo). Decidi que, se fosse necessário a gente dava um jeito no vaso sanitário mesmo.
Pena que não contei isso pra ela. Lá estávamos, felizes e contentes e é claro que: "Mamãe, xixi no penico!"
Respondi: "Ah, aqui não tem penico, mas vamos lá no banheiro que vai ser um pouquinho diferente".
Disse que iria segurá-la e ela poderia fazer na privada, igual a mamãe. E foi nesse exato momento que a menina travou, chorou, assustou, segurou o xixi e não fez de jeito nenhum.
E quando fomos pra casa, adivinha: todos os xixis possíveis e imagináveis foram feitos na calça. Não pedia mais para usar o penico. Só conseguia para o cocô (depois de insistir muito), porque dava pra perceber quando ela precisava evacuar. Xixi no penico, de jeito nenhum. E a minha paciência foi pro beleléu.
E eu insisti, e falei e pedi e ela nem queria mais chegar perto. E fomos assim por mais de um mês. Eu também havia lido em todos os lugares que, uma vez decidido iniciar o treino para tirar as fraldas, também chamado de desfralde, não deveria voltar atrás, porque poderia confundir a criança. Depois de conversar com a pediatra, concluímos que não eram eles que limpavam o chão ou lavavam a roupa pra mim.
E conversei com a menina, com todo o carinho, e expliquei que ela poderia usar a fralda novamente se quisesse, para ficar mais tranquila, até aprender direitinho. E poderia pedir para fazer no penico quando sentisse vontade.
Ela respondeu com toda doçura: "Eu quero, mamãe".
E voltamos às fraldas, por uns 2 meses, sem crise, sem cobrança. Até que um dia, ela pediu. E comecei a levá-la ainda usando a fralda, fazia e eu colocava a fralda de novo. Sempre que necessário.
Comecei a perceber que a fralda ficava seca durante o dia todo, ou seja não escapava nada. À noite ainda tinha, porque acordava com a fralda molhada.
Depois passou a amanhecer sequinha algumas vezes e fui observando.
Ela passou a usar calcinha durante o dia e à noite colocava uma calcinha de treinamento. É uma fralda que parece calcinha.
Estabeleci uma meta: quando ela ficasse uma semana inteira acordando com a fralda seca, colocaria calcinha.
E quando isso aconteceu, pronto! Mágica! Incrível!
E estarei mentindo se disser que, desde então, o colchão nunca foi tomar um vento e um banho de vinagre. Isso é natural. (Apesar de minha mãe falar que eu nunca fiz xixi na cama. Papo de mãe.) Mas foram umas 4 vezes, num período de mais de um ano. E sempre, sempre, a levamos para o último xixi do dia, logo antes de dormir.
Só pra deixar a informação mais precisa, o meu segundo filho nasceu quando ela tinha 1 ano e 9 meses. Então quis esperar um tempo para fazer o treino. Comecei com 2 anos e 2 meses, interrompi com 2 anos e 5 meses, e aos 2 anos e 8 meses ela já usava calcinha de dia. À noite esperamos mais um mês ou dois para deixar de calcinha.
Apesar do longo post, isso é apenas um resumo de tudo que tentamos. Essa fase foi um grande aprendizado para mim. Tomara que seja mais suave quando for a vez do menino.
Teoricamente, os pequenos estão preparados para controlar as eliminações voluntariamente a partir dos 18 meses. Na prática, conheça e respeite o tempo da sua criança. Essa fase é muito importante. Jamais pressione, ou coloque uma carga negativa nesse processo. Se for necessário, volte atrás, sem medo. Mas sempre explique os motivos.
Dicas importantes:
Prefira fazer isso quando estiver calor!
Evite outras novidades simultâneas como começar escola, chegada do irmão, mudança de casa etc.
Jamais brigue com a criança se acontecerem acidentes.
Eu desejo que seja bem tranqüilo para vocês,
E se não for, mantenha a calma!
Ficou alguma dúvida? Quer saber mais? Já sabe.
Pergunta pra MaMãe.
São perguntas que ouço muito.
Confesso que, para mim, nada foi tão perturbador quanto tirar as fraldas. Amamentar muitas vezes por dia (e com muita dor no começo!), acordar de madrugada, tudo isso foi muito bem suportável. Enxugar xixi pela casa o dia todo, definitivamente não. Consumiu minha paciência (e uma coisa que Deus me deu é paciência).
Aqui começa meu relato de como aprendemos a ensinar nossa filha a usar o penico. Não é o melhor, nem o pior jeito de fazer isso. Mas foi assim que fizemos e talvez ajude alguém nesse processo.
Antes de iniciarmos a aventura, mostramos o penico e apenas dissemos que servia para fazer xixi e cocô. Deixei pela casa umas duas semanas (talvez um pouco mais) para que ela se acostumasse ao novo objeto. Deixei brincar, usar como cadeirinha, bem à vontade mesmo.
Depois deste primeiro contato, expliquei como usá-lo realmente. E toda aquela história de que era uma garota esperta e poderia usar calcinhas como a mamãe. Ela gostou da idéia, ficou toda feliz com a calcinha e eu coloquei meu plano em ação: dei bastante água, suquinho e fiquei de olho. Esperei uns 15-20 minutos e convidei-a para sentar-se no penico levando um brinquedinho de que ela gosta bastante. Lá ficamos por algum tempo e eu falei, com muita naturalidade, que ela poderia deixar o xixi sair se precisasse.
Muitos desenhinhos depois (levamos uma lousinha para esperar o xixi), ouvi aquele barulhinho tão esperado. E foi aquela festa!!!! Elogios aos montes! "Que gracinha! Fez direitinho! Que bom! Parabéns! Vamos contar e todos vão ficar felizes!" E enfatizei: "É assim que vamos fazer sempre que tiver vontade de xixi ou cocô."
Nesse dia e no dia seguinte, aconteceram alguns escapes. Normal. Troquei a roupa, limpei o chão e pedi que prestasse atenção para dar tempo na próxima vez. E foi inacreditável quando, apenas dois dias depois, ela pedia direitinho todas as vezes para usar o penico e não havia mais escape.
E assim foi feito... até que chegou o fim de semana. Sabadão e fomos para a casa da vovó. Decidi não levar o penico (apesar de ter lido em todos os lugares que é recomendável usar o mesmo penico, assentinho, ou o que estiver sendo usado no começo). Decidi que, se fosse necessário a gente dava um jeito no vaso sanitário mesmo.
Pena que não contei isso pra ela. Lá estávamos, felizes e contentes e é claro que: "Mamãe, xixi no penico!"
Respondi: "Ah, aqui não tem penico, mas vamos lá no banheiro que vai ser um pouquinho diferente".
Disse que iria segurá-la e ela poderia fazer na privada, igual a mamãe. E foi nesse exato momento que a menina travou, chorou, assustou, segurou o xixi e não fez de jeito nenhum.
E quando fomos pra casa, adivinha: todos os xixis possíveis e imagináveis foram feitos na calça. Não pedia mais para usar o penico. Só conseguia para o cocô (depois de insistir muito), porque dava pra perceber quando ela precisava evacuar. Xixi no penico, de jeito nenhum. E a minha paciência foi pro beleléu.
E eu insisti, e falei e pedi e ela nem queria mais chegar perto. E fomos assim por mais de um mês. Eu também havia lido em todos os lugares que, uma vez decidido iniciar o treino para tirar as fraldas, também chamado de desfralde, não deveria voltar atrás, porque poderia confundir a criança. Depois de conversar com a pediatra, concluímos que não eram eles que limpavam o chão ou lavavam a roupa pra mim.
E conversei com a menina, com todo o carinho, e expliquei que ela poderia usar a fralda novamente se quisesse, para ficar mais tranquila, até aprender direitinho. E poderia pedir para fazer no penico quando sentisse vontade.
Ela respondeu com toda doçura: "Eu quero, mamãe".
E voltamos às fraldas, por uns 2 meses, sem crise, sem cobrança. Até que um dia, ela pediu. E comecei a levá-la ainda usando a fralda, fazia e eu colocava a fralda de novo. Sempre que necessário.
Comecei a perceber que a fralda ficava seca durante o dia todo, ou seja não escapava nada. À noite ainda tinha, porque acordava com a fralda molhada.
Depois passou a amanhecer sequinha algumas vezes e fui observando.
Ela passou a usar calcinha durante o dia e à noite colocava uma calcinha de treinamento. É uma fralda que parece calcinha.
Estabeleci uma meta: quando ela ficasse uma semana inteira acordando com a fralda seca, colocaria calcinha.
E quando isso aconteceu, pronto! Mágica! Incrível!
E estarei mentindo se disser que, desde então, o colchão nunca foi tomar um vento e um banho de vinagre. Isso é natural. (Apesar de minha mãe falar que eu nunca fiz xixi na cama. Papo de mãe.) Mas foram umas 4 vezes, num período de mais de um ano. E sempre, sempre, a levamos para o último xixi do dia, logo antes de dormir.
Só pra deixar a informação mais precisa, o meu segundo filho nasceu quando ela tinha 1 ano e 9 meses. Então quis esperar um tempo para fazer o treino. Comecei com 2 anos e 2 meses, interrompi com 2 anos e 5 meses, e aos 2 anos e 8 meses ela já usava calcinha de dia. À noite esperamos mais um mês ou dois para deixar de calcinha.
Apesar do longo post, isso é apenas um resumo de tudo que tentamos. Essa fase foi um grande aprendizado para mim. Tomara que seja mais suave quando for a vez do menino.
Teoricamente, os pequenos estão preparados para controlar as eliminações voluntariamente a partir dos 18 meses. Na prática, conheça e respeite o tempo da sua criança. Essa fase é muito importante. Jamais pressione, ou coloque uma carga negativa nesse processo. Se for necessário, volte atrás, sem medo. Mas sempre explique os motivos.
Dicas importantes:
Prefira fazer isso quando estiver calor!
Evite outras novidades simultâneas como começar escola, chegada do irmão, mudança de casa etc.
Jamais brigue com a criança se acontecerem acidentes.
Eu desejo que seja bem tranqüilo para vocês,
E se não for, mantenha a calma!
Ficou alguma dúvida? Quer saber mais? Já sabe.
Pergunta pra MaMãe.
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